Desenvolvimento Pessoal

É preciso aprender a desistir.

Não desista, não desista! Você consegue. Vai lá, tenta de novo. Tá faltando disciplina, hein. Tá faltando motivação. Você precisa de foco. Desistir é para os fracos. Você tem certeza mesmo? Você não chegou até aqui para nada. Você está perdendo tempo. Você está jogando tudo fora.

O parágrafo acima foi o resumo de uma conversa mental que tenho tido comigo mesma há muito tempo.

Do lado de cá, uma vozinha me dizendo para largar tudo. Eu sou nova, tenho tempo pela frente. Eu sei que ainda preciso de preparação. Talvez ainda não seja o momento certo.

Do outro lado, um vozeirão (esse mais forte e imponente), dizendo que não posso desistir jamais, que o sucesso só chega para os que nunca desistem.

Só que o que nenhuma dessas vozes me disse (porque elas só falam aquilo que já ouviram e nunca ninguém lhes contou algo diferente) é que é preciso aprender a desistir. Porque, ao contrário do que muitos desses gurus de sucesso garantido gritam a todo pulmão, é necessária muita força e coragem para perceber quando mudar o caminho, mesmo já tendo andado bastante e chegado longe demais.

Eu desisti.

Decidi parar, dar um tempo. Respirar. Olhar a paisagem à volta em vez de focar apenas na meta. Porque a trajetória ensina muito mais do que a chegada.

Para, então, recalcular a rota. E inclusive a meta.

Há duas semanas, eu anunciei o lançamento de um novo programa de coaching profissional para povens que estou preparando há mais de um ano, desde que criei o Descubra seu Sentido.

Planejei todos os detalhes e fiz inclusive uma lista de tudo que poderia dar errado para ter possíveis soluções. Mas não percebi que, enquanto mais tentava acertar, mais estava errando.

De fato, deu tudo – ou quase tudo – errado.

Tentei de novo. E de novo. E de novo. Fiquei exausta, mas isso não foi suficiente para me impedir de tentar mais uma vez.

Não consegui.

Foi então quando anunciei para mim mesma que, oficialmente, estava desistindo.

Desisti das minhas ideias, dos planos, do passo a passo, do roteiro pronto. Desisti de querer mostrar algo que não sou. Desisti de me esconder. Desisti de querer evitar a crítica a todo custo. Eu desisti do medo.

E doeu.

Como uma criança teimosa que berra no supermercado implorando por um brinquedo, mas, quando ganha, se dá conta que não era bem o que queria.

Então ela desiste e larga fora o brinquedo porque ele já não faz mais sentido. Ela desiste e vai em busca de algo que realmente a faça se sentir bem. Dessa vez sem birra e escândalos constrangedores.

Foi assim que eu aprendi a desistir.

E também aprendi – e estou aprendendo – que ninguém desiste dos seus sonhos. Apenas existe gente que não achou ainda a forma de chegar neles. E isso não significa que sejam piores ou menores do que os que já conseguiram.

Que cada pessoa tem o seu tempo. Que tudo tem o seu tempo. E respeitar isso não é passividade e nem conformismo, mas sabedoria.

Que todos têm suas próprias batalhas. E que comparar o palco de alguém com os meus bastidores é injusto demais.

Que não preciso ser (ou parecer ser) perfeita. Porque eu não sou.

Que desistir significa deixar ir. Desapegar. Reinventar. Olhar de uma nova perspectiva. E que depois que você abre mão de algo, a sua mão fica aberta para receber algo novo (este é o momento é que você me imagina cantando Let It Go dançando em círculos de braços abertos no meu quarto).

E o melhor: aprendi que desistir é libertador e uma delícia. Recomendo.

OBS: o programa FireWork vai acontecer sim. Embora eu tenha desistido do como, não desisti do por quê. Então o formato vai mudar, mas não a sua essência. Prometo que, logo mais, vou dar notícias sobre a nova data de lançamento.

Obrigada por entender <3

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