Desenvolvimento Pessoal

POR QUE ESTÁ TODO MUNDO PERDIDO?

Essa é a história da Valentina há dois anos atrás. Ela é uma universitária como qualquer outra que faz um estágio como qualquer outro. A Valentina acredita que existe algo mais, sabe que tem potencial para fazer coisas incríveis, mesmo sem saber exatamente o quê.

Ela quer liberdade em todos os sentidos da palavra. Ela é uma curiosa nata e sonha em botar sua mochila nas costas e desbravar o mundo de cabo a rabo. Ela sonha em ajudar muita gente. Ela quer se sentir importante, saber que ela tem valor. Ela quer ganhar muito dinheiro, mas de uma forma honesta. Ela quer ser reconhecida pelo seu trabalho e se sentir totalmente realizada. Ela busca uma vida com propósito e significado. Ela quer experimentar coisas novas, ideijavascript:void(0);as novas, lugares novos. Ela quer conhecer todas as teorias e dominar todas as técnicas e mesmo assim, continuar sendo apenas uma alma humana.

Ela está de saco cheio de acordar nas segundas-feiras sem nenhuma motivação e com uma sensação de vazio no peito. Ela sabe que falta algo. Sente que as suas paixões estão sendo desperdiçadas e seus talentos jogados fora. Ela vive para cumprir tarefas e obrigações. Ela pensa que é estranha e diferente de todos. Ela se sente pressionada para ser “alguém na vida” um dia. Ela ama a profissão que escolheu, mas detesta a maneira como a faculdade a ensina. Ela não consegue se ver nos próximos anos. Ela morre de medo do seu futuro.

ELA ESTÁ TOTALMENTE PERDIDA.

Essa é a minha história, mas sinceramente, cada vez mais acredito que poderia ser a de grande parte dos jovens da nossa geração. O fato é que está todo mundo perdido.

MAS, POR QUE?

Estamos perdidos porque o mundo está mudando rápido demais e ainda não conseguimos aprender a lidar com essas mudanças.

Estamos perdidos porque os padrões de trabalho já não nos representam.

Estamos perdidos porque o que aprendemos na escola – sinceramente – não serve para grande coisa e, quando botamos o pé para fora dela, nos deparamos com um mundo completamente diferente.

Estamos perdidos porque queremos propósito e significado no que fazemos, mas as oportunidades que temos estão bem distantes das nossas expectativas.

Estamos perdidos porque sabemos que somos muito mais do que um título de graduação, mesmo quando nossos pais insistem em dizer que aguardam ansiosamente pelo dia da nossa formatura.

Estamos perdidos porque somos multipotenciais e abrir mão de grande parte de que somos para nos encaixarmos num formato limitado de uma determinada profissão dói demais.

Estamos perdidos porque temos um montão de paixões que nos recusamos a jogar fora.

Estamos perdidos porque sabemos que há um mundo inteiro esperando por nós para fazer a diferença nele, mas nos sentimos impotentes para começar qualquer mudança.   

Estamos perdidos porque dinheiro não é grande incentivo, perto de liberdade, autonomia e criatividade.

Estamos perdidos porque não conseguimos diferenciar o que vemos nas redes sociais do mundo real e nos frustramos demais por não conseguir ter a vida do outro.

Estamos perdidos porque queremos viajar o mundo fazendo um trabalho incrível, mas o mais longe que conseguimos chegar é até a esquina para jogar Pokemon Go (dizem que é verdade).

Estamos perdidos porque queremos ter um estilo de vida de qualidade, mas dormimos em média 6 horas por dia, nos alimentamos de McDonalds e olhamos estranho para pessoas que praticam exercício físico com frequência.

Estamos perdidos porque procuramos desesperadamente relacionamentos que nos preencham porque nos sentimos pela metade.

Estamos perdidos porque não temos autoconfiança suficiente para acreditar que podemos ser muito mais do que imaginamos e chegar cada vez mais longe.

Estamos perdidos porque gritamos em alto e bom som que queremos sucesso, mas morremos de medo dele e, no fundo, não nos achamos merecedores e capazes de conquistá-lo.

Estamos perdidos porque nós insistimos em tentar melhorar as nossas fraquezas e deixamos de lado toda a nossa potencialidade (e isso não é bem a nossa culpa, um 0 numa prova chama muito mais a atenção do que um 9).

Estamos perdidos porque passamos grande parte da nossa vida acreditando que a nossa liberdade estaria na aprovação num vestibular. E que a partir daí, estaria tudo resolvido.

Estamos perdidos porque sentimos uma pressão tão grande nas nossas costas que ansiedade, depressão e déficit de atenção são tão comuns que deixaram de ser loucura e passaram a ser assunto de conversa de bar.

Estamos perdidos porque achamos lindo ler sobre Meditação, Yoga, Mindfulness e terapias alternativas, mas não conseguimos prestar atenção por 5 minutos na nossa própria respiração (te desafio a tentar fazer isso agora mesmo). 

Estamos perdidos porque ninguém nos ensinou a olhar para dentro, conhecer nossos próprios sentimentos, descobrir quem somos e pensar sobre nossos sonhos.

Estamos perdidos porque o mundo em que vivemos é bem diferente do que nos ensinaram que seria. As nossas expectativas não condizem com a realidade. Somos uma geração que busca algo que ainda não existe e não temos modelos suficientes para seguir.

Queremos ter uma vida com significado e um trabalho que amemos, ter liberdade, ter reconhecimento. Queremos que dinheiro e realização andem juntos, de mãos dadas. Queremos fazer a diferença no mundo e que as nossas paixões sejam valorizadas (e que seja tanto faz vender a minha arte da praia ou fazer Medicina desde que eu esteja feliz). Só que a maioria das pessoas que foram em busca do que queriam, desistiram nas primeiras tentativas (embora eu tenha feito uma lista de várias pessoas inspiradoras que conseguiram no livro Descubra seu Sentido). 

O mundo ainda não está preparado para dar conta de uma juventude questionadora, imediatista, exigente, movida por causas, tecnológica, conectada, globalizada, multipotencial e preocupada com saúde, qualidade de vida e propósito. Se queremos que as coisas mudem, vamos ter que fazer acontecer.

Estamos perdidos sim, mas só está perdido quem quer se encontrar. Até lá, vamos criando nossos próprios caminhos.

Convite!

Eu estive tão perdida que busquei todas as formas possíveis de me encontrar. E foi na minha própria dor que me encontrei. Hoje, ajudo outros jovens a descobrir quem são, quais são as suas potencialidades e o seu propósito. E como usar e desenvolver tudo isso num trabalho que faça sentido.

Para isso, desenvolvi uma metodologia única a partir de conhecimentos e ferramentas da Psicologia Positiva, Neurociência, Design Thinking, Coaching de Carreira e Orientação Profissional.

No dia 30/08 vou facilitar o FireWork ao vivo, workshop online e ao vivo em que vou te ajudar a descobrir como criar um trabalho que faça sentido. Saiba mais neste link: bit.ly/eventofireworkaovivo

Quer criar um trabalho que faça sentido?

FireWork é um programa de coaching profissional para jovens que querem criar um trabalho que faça sentido e tem como propósito ajudá-los a traçar sua própria trajetória profissional a partir do autoconhecimento e de escolhas conscientes.

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