Descubra-se Desenvolvimento Pessoal

Você não está só

Eu era uma menina muito tímida quando criança. Penso que, por isso, preferia ficar na reserva, vendo os outros jogando em campo. Isso não só na aula de educação física, mas na minha vida toda, até pouco tempo atrás.

Eu ficava olhando, analisando todas essas pessoas. Eu sentia que não conseguia me encaixar em nenhum grupo.

Depois cresci. Entrei na faculdade e me vi sozinha de novo. Parecia que todas essas pessoas pensavam muito diferente de mim. De certa forma, eram entediantes. Eu nem fazia questão de puxar papo.

Eram raras as pessoas com as que eu podia ter uma conversa interessante. Algo que fugisse de fofocas e julgamentos. Gente com quem eu me sentia à vontade para falar sobre as minhas ideias, meus medos, meus questionamentos. Com quem eu me sentisse, de fato, sendo eu, sem nenhuma máscara ou rótulo, sem fingir ser alguém só para impressionar (ou, pelo menos, para não desiludir).

Eu me culpei.

Com o tempo, me vi cada vez mais só. Mas sabia que não era possível que eu fosse a única louca do mundo querendo fazer a diferença nele. Que só eu me importasse, que só eu quisesse mudar e melhorar como pessoa, que só eu quisesse impactar a vida de alguém.

Então descobri que não estava só.

Eu comecei a conhecer mais e mais pessoas que estavam na mesma vibe que eu. Gente que me entende, que completa a frase quando não acho a palavra certa, que diz “eu também!”. Gente com tanto brilho no olho quando eu.

Porque a verdade é que existe uma galera que também se importa.

O problema é que pessoas assim, como nós (se você está lendo este texto, você também é uma delas), temos a tendência de nos esconder. Criamos fantasias e personagens para tentar ser igual aos outros. Você começa a se vestir igual, falar igual, agir igual. E enquanto mais igual você é, mais você se distancia de você mesmo, e menos você consegue se conectar com pessoas que também são diferentes. Por que, no fundo, todos somos diferentes, todos somos únicos.

Quando eu deixei de lado a minha máscara e comecei a me comunicar com as outras pessoas a partir da minha verdade e do que eu acredito, as outras pessoas também foram tirando as suas.

Então eu te pergunto: qual é a sua máscara?

Pois é, no fundo somos nós quem criamos a nossa própria solidão.

Por aqui, vou te dar algumas dicas para você começar a criar conexões verdadeiras com as outras pessoas. Elas funcionaram para mim e espero que possam servir para você!

• Desapegue de quem não te faz bem.

Esses dias, eu li a seguinte frase: “se não te da sossego, é amor, não apego”. Fico pensando em como isso é bem verdade. Não quero dizer que as pessoas sejam descartáveis, mas acredito que a gente perde tempo e energia demais tentando manter na nossa vida gente que não nos faz bem e investe pouco naqueles que nos trazem sossego.

• Ache sua turma

Existem pessoas por aí que também pensam como você. O desafio é encontrá-las! Felizmente, hoje a internet dá uma mãozinha nesse sentido e, você pode achar a sua turma facilmente em blogs, fóruns, grupos e redes sociais, por exemplo. Que tal ir naquela página no Facebook que você adora e trocar uma ideia com alguém por lá?

• Use a sua vulnerabilidade.

E se você quer aprender a se conectar com as pessoas a partir da sua verdade, deixo como dica o TED da Brene Brown. Nele, ela ensina o poder da vulnerabilidade.

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