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12 coisas que não nos ensinaram sobre dinheiro

Dinheiro é um tabu. Ninguém nos ensina em casa e muito menos na escola. Estudar educação financeira no ensino médio? Para quê? Saber calcular a Hipotenusa é mais importante.

Penso que a minha vida teria sido muito diferente se eu tivesse aprendido a lidar com o dinheiro desde cedo. Eu poderia ter aprendido a gerir melhor aquelas moedas que ganhava vendendo limonada na frente de casa para os vizinhos. Provavelmente teria investido. Quem sabe não teria gastado tudo em balas e chocolates que foram devorados em 5 minutos.

Mudar a maneira como você se relaciona com o dinheiro é essencial por dois motivos:

• Você vai aprender a se conhecer e melhorar significativamente a sua mentalidade e o seu estilo de vida.
• Você vai contribuir com a mudança econômica e social que estamos vivendo (a crise tá aí ó, aproveite!).

Neste post vou contar coisas que aprendi sobre o dinheiro e que adoraria que alguém tivesse me falado há anos. Teria me poupado muita angústia, dores de cabeça, tempo e esforço.

1. Você não tem culpa de nada, mas é totalmente responsável 

Vivemos na sociedade do consumo imediato. E de consumismo e imediatismo a gente (jovens) entende bem. O cartão de crédito virou nosso melhor amigo.

Eu não posso culpar você ou a nossa geração por isso. Fomos criados numa cultura em que o dinheiro é sinônimo de desgraça, problemas, morte, sofrimento, insegurança, inveja, maldade e corrupção. Carregamos no sangue a dor da colonização. Morremos de medo de ter dinheiro. Ele representa todo o sofrimento que passamos quando colonizadores roubaram nosso ouro e as nossas riquezas. Não é à toa e a América Latina é a cultura mais pobre do mundo. Isso está na nossa genética.

Entenda: você não tem culpa de não ter tido uma educação de qualidade, de ter nascido numa família com poucos recursos, de não ter tido um bom exemplo familiar quando o assunto é dinheiro, de viver numa sociedade marcada pela pobreza, de estar vivenciando uma época de crise econômica ou de não ter aprendido nada sobre finanças. Mas você tem toda a responsabilidade pelas suas ações e pela maneira como você lida com o dinheiro a partir de agora.

2. O dinheiro é energia

Antes que você pense que eu pirei de vez, deixa eu te contar uma coisa: tudo é energia. A Física Quântica já consegue comprovar isso muito bem. Então, se tudo é energia, o dinheiro também é. Isso quer dizer que você pode atribuir a ela o significado que quiser, dar uma conotação negativa ou positiva e atrair ou repelir essa energia. Geralmente, a relação que temos com o dinheiro é totalmente negativa e, por isso, costumamos afastá-la através de uma quantidade enorme de crenças limitantes como: o dinheiro corrompe, é difícil ganhar dinheiro, pessoas ricas são más, gente rica não vai ao céu…(sério, a lista é infinita).

Fazer o exercício de olhar o dinheiro de outra forma e entender que ele é apenas uma maneira de troca e que é você que tem o controle do significado que atribui a ele, já é um ótimo começo!

3. Você se relaciona com o dinheiro da mesma forma que se relaciona com tudo na sua vida

São nos nossos primeiros anos de vida que grande parte da nossa personalidade é formada e, por isso, as experiências que temos nessa fase ajudam a definir quem somos. O que acontece, é que ao longo de toda nossa vida acabamos repetindo padrões ligados a essas situações nas mais diversas áreas, como relacionamentos, saúde, trabalho e, claro, dinheiro.

O interessante é que a personalidade pode ser transformada, essas experiências passadas podem ser ressignificadas e os padrões rompidos. Para fazer isso, você precisa refletir a respeito das experiências que você vivenciou ligadas ao dinheiro (dificuldades financeiras, coisas que seus pais falavam, situações traumáticas, etc) e ter um novo entendimento sobre elas.

4. Tenha clareza do que você quer

Sabe aqueles milhões de vezes que você foi até a geladeira, abriu a porta e ficou ali parado sem saber o que estava fazendo? Você não tinha noção nenhuma do que estava procurando e ficou totalmente paralisado. Com o dinheiro acontece a mesma coisa. Você só vai conseguir o que quer, quando tiver claro o que deseja (parece bem óbvio, mas não é).

Quando pergunto para meus alunos e coachees quanto eles gostariam de ganhar no seu mundo ideal, as respostas são quase sempre: o suficiente para viver bem ou qualquer coisa desde que seja rico. E eu entendo, numa certa idade da nossa vida a gente não faz a menor ideia do valor que tem o dinheiro.

O que eu estou propondo é você tenha clareza do que você deseja. E, a partir disso, crie metas e um plano de ação para começar a fazer uma mudança, mesmo que pequena, na sua vida financeira.

5. Controlar suas finanças pode ser mais fácil e divertido do que você pensa

Gente das Humanas como eu, tem um grave problema com números e tabelas. Fazer o meu controle financeiro era uma baita dor de cabeça, eu costumava deixar sempre para depois. Aí chegava o fim do mês, eu via o extrato do banco e descobria que meu dinheiro tinha sumido e eu nem sabia como.

O controle financeiro basicamente se divide em:

• Registrar todos os seus gastos e recebimentos diários.

Existem vários aplicativos que podem ajudar você a fazer isso, como Pocket Expense, Finances, Minhas Finanças, Finance, Orçamento Diário e Minhas Economias. Vale a pena dedicar um tempinho para escolher o que mais combina com você.

E claro, se você não é muito ligado à tecnologia, pode ter aquele bom e velho caderninho de fianças. O segredo é não deixar de anotar todo dinheiro que passar por você.

• Analisar o movimento de toda a sua conta no final do mês.

Aqui você vai identificar quanto você gastou, quanto recebeu e o que sobrou no mês inteiro e as melhorias que você precisa fazer para o próximo mês. Eu gosto de manter as minhas contas registradas no Life Planner • Descubra seu Sentido. Além de ser mais simples do que uma planilha, posso dividir as minhas despesas por categorias e, ainda, planejar o financiamento dos meus sonhos!

É muito importante que você tenha um dia e um horário específico no seu mês para fazer esse controle. Marque um compromisso com você mesmo na sua agenda, pegue uma comida gostosa, coloque a sua música preferida e curta esse momento. Ele precisa ser prazeroso para você! Assim, você vai condicionar a sua mente e talvez esse processo todo deixe de ser tão chato e doloroso.

6. Invista em você e nos seus sonhos

Provavelmente você já escutou que a grande sacada para gerar riqueza é ter uma renda ativa e uma passiva. A ativa é o dinheiro que você recebe mensalmente, o seu salário. A passiva, o que você ganha automaticamente e com pouco esforço, seus investimentos. É geralmente a passiva que gera mais retorno, ela se multiplica se for bem gerenciada.

A minha dica é: reserve uma parte do seu dinheiro para investir nos seus maiores sonhos e metas de médio e longo prazo.

7. O dinheiro vem quando você gera valor

Você pode acreditar que dinheiro é uma questão de sorte ou fruto de muito esforço e dedicação no seu trabalho. Era assim que funcionava em outras épocas: ou você nascia numa família com boas condições financeiras, ou você ia ter que ralar muito para chegar até onde queria. A boa notícia é que o mundo mudou e agora quem ganha dinheiro é quem gera valor.

O melhor de tudo, é que todos podemos gerar valor. Basta oferecer algo útil e que faça diferença (mesmo que pequena) na vida de outras pessoas ou no seu meio. Lembre-se sempre que enquanto mais valor você gera ao mundo, mais valor você recebe de volta.

8. Você precisa mudar seus hábitos

Eu não sei bem o que se passa pela nossa cabeça, mas é impressionante a ideia de que a gente só vai ter que aprender a lidar com o dinheiro quando estiver cheio da grana. É a mesma coisa que fazer uma dieta quando você for magro. Não faz nenhum sentido!

Para mudar a sua situação financeira, você precisa mudar seus hábitos. O processo é diário e constante.

9. Comece com pouco

Imagine que você precisa arrumar um guarda-roupas. Qual você prefere arrumar?

a) O armário A, que tem apenas três camisetas, uma calça e um par de sapatos.
b) O armário B, que tem trinta blusas com estampas e cores diferentes, vestidos, saias, calças de todos os formatos e tamanhos, casacos e uma infinidade de sapatos.

A menos que você curta moda ou organização, penso que você escolheria a primeira opção. É mais simples organizar quando se tem pouco.

Com o dinheiro é a mesma coisa. Se você não sabe gerenciar R$ 10, provavelmente não vai saber fazer isso com R$ 1000000000.

Por isso, a melhor forma de começar é com pouco. Você vai ter mais facilidade de aprender, errar e acertar sem tanta pressão e esforço.

Tá aí a vantagem de ser jovem: a gente geralmente não tem muito dinheiro (precisar catar moedinhas para pagar o ônibus tem seu lado positivo, viu?).

10. Comece cedo

Quer mais uma vantagem de ser jovem? A gente pode começar cedo. Tudo bem, talvez não tenhamos tido uma boa educação financeira até agora, mas isso não significa que não seja a hora de começar.

11. Tenha um plano B

A maioria das pessoas costuma ter apenas uma fonte de renda, que geralmente vem de um emprego fixo. O problema, é que você nunca sabe até quando esse emprego vai ser mantido.

Em época de crise, tenho pensado muito em como é fundamental ter um plano B, uma fonte renda extra. Imagine só o que teria acontecido se todas essas pessoas que perderam seus empregos nos últimos meses tivessem tido um plano B?

Essa é uma ótima oportunidade de explorar mais seus talentos, hobbies e paixões, e ainda, gerar um dinheiro que pode ser usado para poupar ou investir e servir de reserva caso você tenha algum problema no futuro.

12. Ser abundante é mais do que ganhar muito dinheiro

Vamos combinar que não adianta de nada ser o maior mestre de todas as galáxias em fazer dinheiro, mas conseguir torrar tudo em uma semana. Ser abundante é outra coisa. É saber sim como criar e gerenciar o dinheiro, mas vai muito além disso. É ter abundância de relações, saúde, ideias, projetos, conhecimentos, aprendizagens, inspirações…e por aí vai. Você pode enxergar a abundância onde você quiser, ela é infinita.

Resumindo…

1. Você não tem culpa de nada, mas é totalmente responsável
2. O dinheiro é energia
3. Você se relaciona com o dinheiro da mesma forma que se relaciona com tudo na sua vida
4. Tenha clareza do que você quer
5. Controlar suas finanças pode ser mais fácil e divertido do que você pensa
6. Invista em você e nos seus sonhos
7.O dinheiro vem quando você gera valor
8. Você precisa mudar seus hábitos
9. Comece com pouco
10. Comece cedo
11. Tenha um plano B
12. Ser abundante é mais do que ganhar muito dinheiro

Esses são alguns conhecimentos que eu tive nos últimos meses estudando sobre o assunto e que consegui colocar em prática e implementar na minha vida. Preciso deixar claro que eu não sou especialista em finanças e ainda tenho muito que aprender, mas senti uma necessidade imensa de compartilhar esses aprendizados por aqui. Espero que tenha ajudado você 🙂

Minhas inspirações:

• Ariana Schlösser – Tudo é energia
• Eduardo –  Papo de Homem
• Rafa Cappai – Espaçonave
• Carlo Valério – Excellência Financeira
Patricia Missakian
T. Harv Eker
Jürgen Klaric

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Comentários

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2 Comentários

  • Reply
    Viviane Geraldo
    20 de maio de 2016 at 14:52

    OI Valen, muito obrigada!!!
    Tenho anotado todos os gastos no LPDSS, e estou tentando não sair muito de casa, (não que me isolei do mundo, rssss), mas enquanto espero a saída de uma filha e a outra (escolas diferentes com horários de saídas diferentes), estaciono o carro e leio um livro, antes entrava no mercado, dava uma passadinha no shopping, rsss E sempre saia com uma sacola! Agora, depois que comecei a anotar, vejo que não é necessário passar o cartão todos os dias, fiz um cardápio semanal, e vou ao mercado uma vez por semana, levo uma lista, e compro o que preciso, se faltou algo, deixo para a próxima semana para não correr “riscos” de comprar algo que não preciso.
    Está sendo fácil???? DE MANEIRA ALGUMA, mas ver que pequenas mudanças podem mudar a vida financeira, isso ajuda muito! Agora vou pagar o que devo no cartão de crédito e tentar não usa-lo, vai ser moleza! CLARO QUE NÃO! rsss mas tentar vale a pena! Baixei o app “guia bolso” fiz planejamento de quanto quero gastar em cada área e tem sido muito bom, todo dia dou uma olhadinha no fim do dia para ver como estão as coisas!!!!
    Muito obrigada pelo post da semana!!! Com carinho, Vivi

    • Reply
      valentinaricoo
      20 de maio de 2016 at 18:43

      Oi Vivi! Fico muito feliz de ver as mudanças que você está conseguindo ter! Realmente, mudar a nossa situação financeira não é nada fácil, precisa ser um exercício diário. O mais difícil também concordo que é o cartão de crédito, a gente gasta horrores e nem percebe! Dá uma olhada nos links que deixei de referência (minhas inspirações), tem uma galera bacana que fala sobre o assunto e me ajudou bastante! Depois me conta como você está indo 🙂 beijão!

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