Descubra-se Desenvolvimento Pessoal

Abrace seus medos!

Nos últimos dias tenho estado um pouco afastada das redes sociais, mas é por um bom motivo: estou focando todas as minhas energias no meu novo livro! Sim, este mês estarei lançando a versão em E-Book do livro Descubra seu Sentido.

Mais do que um sentimento de realização, estou conquistando um dos meus maiores sonhos. Porém – é claro, há sempre um “porém” – estou há mais de 5 dias empacada nas últimas duas páginas. Já foram mais de 70 escritas de uma forma quase mágica, as ideias simplesmente surgiam e encaixavam-se da maneira mais perfeita. Nesse processo de escrita, foram poucos os momentos em que me percebi sem nenhuma inspiração, até a semana passada.

Isso gerou em mim um sentimento de ansiedade e quase desespero. Parecia que estava sendo sufocada pelas minhas próprias palavras e não entendia muito bem por quê. Foi então que percebi que eu estava com medo. Aliás, estava apavorada.

Durante toda minha vida eu estive nos bastidores. No teatro da escola, eu arrumava o figurino, ajudava com o escenário e os roteiros, mas subir ao palco nem pensar. Eu fui sempre a menina quietinha do fundo da sala, a que falava pouco e observava muito. Preciso confessar que por este motivo sempre tive poucos – mas ótimos – amigos. Eu detestava falar em público, quando era obrigada pela professora a ler um texto em voz alta, eu ficava sem voz e inevitavelmente e as lágrimas desabavam do meu rosto.

Poderia muito bem me conformar e dizer que eu sempre fui uma menina tímida mesmo, que é parte da minha personalidade. Seria muito mais simples me convencer de que foi desse jeito que fui criada e por isso estou condenada a ser assim pelo resto da minha vida.

Mas não é verdade. Eu gosto mesmo é de dar a minha voz ao mundo e fico me contorcendo na cadeira da aula quando sei que tenho algo para dizer, mas geralmente não o faço. Não falo porque tenho medo.

O medo…esse sentimento sacana, que por vezes se torna necessário para garantir a nossa sobrevivência como espécie, e por outras tantas nos paralisa. Ele é responsável pela desistência da maioria dos sonhos, o monstro embaixo da cama que nos assusta antes de dormir, de sonhar.

Quando criança, a minha mãe me ensinou a que eu tinha o poder de vencer esses monstros, por mais gigantes que eles fossem. Ela disse que eu só precisava vesti-los com uma roupa engraçada e rir tanto deles, que eles iriam ficar cada vez mais pequeninos. Aí, era só colocá-los na palma da minha mão, assoprar bem forte e mandá-los pra longe..PUFF, destruídos!

De uma forma divertida aprendi que só podemos vencer nossos medos quando os abraçamos, olhamos para eles e damos a devida atenção ao que eles têm para nos dizer. Afinal, como tudo nessa vida, eles tem um sentido.

Escutando meu medo percebi que o que eu tenho para dizer ao mundo é muito maior do que a minha insegurança. Que as críticas sempre vão existir e é o meu dever saber discernir entre as que são construtivas e as destrutivas. Aquele peso que estava sentindo passou e voltar a escrever o meu livro foi muito mais prazeroso.

Eu peguei meu medo, vesti ele com roupas engraçadas e o abracei com tanta força que PUFF…sumiu. Quem sabe outra hora aparece para me visitar novamente.

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